sábado, 12 de dezembro de 2009

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Normalmente não ligamos às sensações que nos chegam através do simples inspirar. Normalmente, as mesmas quedam-se sossegadas, encostadas a outras, mais presentes e imediatas. Mas por vezes, ou melhor, por breves instantes entramos e esse sentido desperta-se como por instinto, e a imagem deixa de prevalecer, o som torna-se mais intenso, e o gosto que nos vem à boca é o aroma que nos encontra a face. E essa memória, simples e sem significado, acompanha-nos quando mais nenhum dos outros sentidos se recorda...

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