- Consegues sentir o cheiro que se levanta na manhã, um possivel aroma a café. O frio que encolhe o rosto, e aproxima as pernas ao corpo. Trazes as mãos para perto, encerrando os olhos no momento de os abrir. Queres estar, ficar, perdurar! Percebes o tempo que decorre entre o pensar e olhar o rosto, olhar as mãos, o traço que vai desde o queixo ao pescoço, reparando na pele que te veste. Sopras uma, duas vezes “abre os olhos, abre os olhos” e acordas pronta junto à porta, só mais uma vez.
- E depois?
- Talvez existir!
- E depois?
- Talvez existir!
Stanley Kubrick - Mogwai