Conhecendo como te conheço,
Vou-me desconhecendo. Partindo daqui,
Onde me encontro, ai?
Dentro ou sob a pele, pressinto-te
No sussurro que digo ao corpo,
Que trago comigo.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
É!
O que sou? Eu, assim sem ti por dentro, aqui dentro de mim. O que sou? Serei eu, já fui, agora o que sou eu, sem ti? Espaço desocupado, lado sem meu outro lado, parte do inteiro por ti conquistado. O que sou eu, agora? Entre a tranquila paz e a tempestade do verbo passado. O que sou eu? Ou tu em mim, és!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
clara Lágrima
Ao largo do lábio
Rasgado, o sorriso
Desvanece em lágrima,
Tomada como água, é líquido
Incolor ao tacto.
Um outro cheiro, o mesmo amor.
Rasgado, o sorriso
Desvanece em lágrima,
Tomada como água, é líquido
Incolor ao tacto.
Um outro cheiro, o mesmo amor.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
XIV
Tenho o nome de uma flor
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei.
Eugénio de Andrade
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei.
Eugénio de Andrade
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Define-te
Definir-me, define-me a curva do pé ao joelho e dai ao centro. É ombro, é peito, pescoço, lábio com sabor a sujeito! Entre o verbo passado ao imperfeito, sou recta no sonho do homem vermelho. Definindo-me, sou eu e pouco mais.
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