Ainda sinto nos meus dedos a textura,de ser a pele que encontra pele. Suavemente o indicador e o polegar se juntam num acto involuntário de satisfação. Acto irreflectido, das sensações em sentidos. Delimitando o fim num começo de ser, percorrendo o desconhecido que me encontra.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
...
- Onde me levas?
- Não sei.
- Então, deixa-me ser eu a levar-te?
- Não, deixemos antes que vontade nos pare.
- Não sei.
- Então, deixa-me ser eu a levar-te?
- Não, deixemos antes que vontade nos pare.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
...
Remetes-me a interrogação na forma mais ambígua, semeando possíveis histórias por este trilho, que é o meu. Confundes o que sou, com o que esperas encontrar. Não assumindo o que és, escondes-te atrás da forma como te vês. Assumes como finito o que não é, transformando palavras em medidas e, tamanhos em certezas, esperando assim sossegar o que não é sossegado.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
MdeIDeia
Não é preciso conhecer o momento para o saber e, descreve-lo na perfeição.
- Tu sabes que por vezes temos saudades de futuros, os que ainda não vivemos. Mas, apesar disso, não os queremos viver por já termos presenciado o desastre que poderiam vir a ser.
No fundo, a certa altura não se trata de encontrar a pessoa certa, mas a altura em que a encontramos. E é ai! Que efectuamos as escolhas racionais.
- Não te vou dizer que transito numa rotina, os meus dias ainda conseguem superar esse cliché, oferecendo-me alento para amadurecer as ideias e sobretudo agir sobre a realidade imposta.
Dizes que tenho escolha?
- Sim, tenho, entre ficar parado a olhar ou agir.
Deve ser a única certeza concreta que tenho, que só agindo com o outro posso mudar esta realidade que não fez parte da minha escolha, mas que é a minha.
- Tu sabes que por vezes temos saudades de futuros, os que ainda não vivemos. Mas, apesar disso, não os queremos viver por já termos presenciado o desastre que poderiam vir a ser.
No fundo, a certa altura não se trata de encontrar a pessoa certa, mas a altura em que a encontramos. E é ai! Que efectuamos as escolhas racionais.
- Não te vou dizer que transito numa rotina, os meus dias ainda conseguem superar esse cliché, oferecendo-me alento para amadurecer as ideias e sobretudo agir sobre a realidade imposta.
Dizes que tenho escolha?
- Sim, tenho, entre ficar parado a olhar ou agir.
Deve ser a única certeza concreta que tenho, que só agindo com o outro posso mudar esta realidade que não fez parte da minha escolha, mas que é a minha.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
E asSim
De um conceito, surge a ideia, da ideia uma certeza e da certeza o momento. Os olhos afundam-se no coração e cinco dedos acenam de uma pequena mão.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
...
... E já se despedia, correndo para apanhar o comboio. À aquela hora, naquele local, para entrar naquela porta e não noutra, os mesmos de ontem, tirando alguns que perderam o anterior ou estão fora do seu horário. Encontrou rostos familiares e ao mesmo tempo, distantes de si. Arranjou espaço, viu-se forçado a isso, a partilhar a viagem entre corpos amontoados. O comboio vinha particularmente cheio. Por isso partilhou toda a viagem, com um braço de uma senhora no seu peito e umas costas de alguém a embaterem constantemente no seu lado esquerdo. Não colocou os phones para se encontrar em alguma música, não tinha espaço para ler o jornal de «5 folhas» gratuito, que se encontrava à entrada da estação, não fazia nada a não ser observar o que o rodeava.
Tinha herdado este prazer desde a altura da faculdade, quando percorria algumas das linhas do metro de Lisboa. Desde então nunca mais perdeu o vício, de utilizar os transportes para observar mais pormenorizadamente os rostos que se atravessavam na sua vida.
Hoje sentia-se a sufocar, porque sempre se sentiu mal em espaços fechados, mas o que mais o incomodava era mesmo o constante toque e calor humano que ia tendo. Estava a perder as forças, até que reparou numa mão, branca esguia, parecia suave, unhas de vermelho escuro, a quem pertenceriam? Não lhe interessava, preferiu imaginar o rosto, do que tentar descortinar entre as pessoas que ali se encontravam. Observava o movimento cadente da mesma, de uma forma embriagada, até a perder de vista e foi ai que tomou consciência, que estava a chegar.
Saiu... nem olhou para trás...
Tinha herdado este prazer desde a altura da faculdade, quando percorria algumas das linhas do metro de Lisboa. Desde então nunca mais perdeu o vício, de utilizar os transportes para observar mais pormenorizadamente os rostos que se atravessavam na sua vida.
Hoje sentia-se a sufocar, porque sempre se sentiu mal em espaços fechados, mas o que mais o incomodava era mesmo o constante toque e calor humano que ia tendo. Estava a perder as forças, até que reparou numa mão, branca esguia, parecia suave, unhas de vermelho escuro, a quem pertenceriam? Não lhe interessava, preferiu imaginar o rosto, do que tentar descortinar entre as pessoas que ali se encontravam. Observava o movimento cadente da mesma, de uma forma embriagada, até a perder de vista e foi ai que tomou consciência, que estava a chegar.
Saiu... nem olhou para trás...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
eLE
A noite, tinha passado, o corpo dela estava enroscado sobre si mesmo. Há muito que estava levantado, fumando junto da janela. Olhava para lá da rua, muito para além do que a vista alcançava, perscrutava o interior e nele tudo se encontrava turvo, nublado, à muito que não se sentia assim, imensamente vazio. Há largas horas, que vagueava pela casa, sem objectivo definido, sem conseguir sossegar. Em outras alturas, ligava a televisão, colocava-a sem som, sendo apenas envolvido na luz da mesma. Mas, hoje nem isso tirava a sua constante inquietação. Sentia-se impelido a avançar com o tempo, e acordar deste pesadelo de se ver acordado. Respirou, e puxou de outro cigarro. Até que ouviu o toque estridente das horas, e uma voz a resmungar, dirigiu-se ao quarto, e acariciando-lhe a barriga. Disse-lhe:
- está na hora, feIosa!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
ELes
…passava a propaganda de mão em mão, quase que não reparava nos rostos a quem a entregava, um breve bom dia, um aceno de cabeça e pouco mais. Tentava entregar ao máximo de trabalhadores possíveis, sempre com um sorriso nos lábios. Até que de súbito sentiu uma mão tocar na sua, uns dedos esguios brancos sobressaiam. Levantou o rosto, e viu aqueles dois enormes olhos a olharem irrequietos. Sorriu, parou o tempo, e capturou o rosto…
domingo, 28 de setembro de 2008
ELA
...tinha acabado de fechar a porta, e já corria apressada escada abaixo, o seu cabelo negro assinalava a sua intrínseca presença. Rapidamente chegou à entrada, abriu a porta e recebeu uma lufada de ar quente, deste final verão. Tomou a esquerda, e em passo acelerado, percorria o mesmo caminho do dia anterior. Olhares indiscretos reparavam na sua pessoa e nos seus olhos prendia-se o tempo passado...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Intervenção AOCA
Camaradas, amigos e convidados
Queria Saudar todos os participantes, na 10º Assembleia de Organização do Concelho de Almada.
Como grande tarefa do nosso colectivo partidário para 2008, temos entre mãos, a preparação e realização do XVIII Congresso! A realizar-se nos dias, 29 e 30 de Novembro, e 1 de Dezembro em Lisboa, no renovado Campo Pequeno. Espaço simbólico, por ser este o local do primeiro Comício legal do PCP, após a queda do regime fascista em Portugal. Queda esta, já antevista desde o VI congresso, realizado em 1965, com o lema “Rumo à vitória”.
A situação nacional e internacional, é hoje bastante diferente de 65, no entanto podemos afirmar a necessidade e a inconfundível razão do Partido Comunista Português persistir na sua continuada Luta! Pela justa aspiração dos trabalhadores e do povo Português, a perspectivar um futuro melhor.
Neste sentido e como órgão supremo do Partido, o Congresso assume-se como instrumento e meio indispensável para atingirmos esse objectivo, traçado desde o primeiro momento em que nos propusemos a abraçar as causas e ideais do Partido Comunista Português!
...
Queria Saudar todos os participantes, na 10º Assembleia de Organização do Concelho de Almada.
Como grande tarefa do nosso colectivo partidário para 2008, temos entre mãos, a preparação e realização do XVIII Congresso! A realizar-se nos dias, 29 e 30 de Novembro, e 1 de Dezembro em Lisboa, no renovado Campo Pequeno. Espaço simbólico, por ser este o local do primeiro Comício legal do PCP, após a queda do regime fascista em Portugal. Queda esta, já antevista desde o VI congresso, realizado em 1965, com o lema “Rumo à vitória”.
A situação nacional e internacional, é hoje bastante diferente de 65, no entanto podemos afirmar a necessidade e a inconfundível razão do Partido Comunista Português persistir na sua continuada Luta! Pela justa aspiração dos trabalhadores e do povo Português, a perspectivar um futuro melhor.
Neste sentido e como órgão supremo do Partido, o Congresso assume-se como instrumento e meio indispensável para atingirmos esse objectivo, traçado desde o primeiro momento em que nos propusemos a abraçar as causas e ideais do Partido Comunista Português!
...
A força do Partido, baseia-se nos seus quadros e militantes, organizados e unidos no seu colectivo fraterno e solidário, que em torno de um mesmo projecto, impulsiona e reforça o movimento comunista revolucionário, que a luta dos povos e trabalhadores necessita, para o derrube de todas as formas de opressão e sua substituição por uma sociedade nova, o socialismo e o comunismo.
domingo, 21 de setembro de 2008
mEsa
E numa conversa, surge um interesse e de um interesse um desejo, entre estes dois lados. Nisto um olhar dita uma distância, que um som cobre num aproximar de fragrâncias.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
dIriA
- Porquê? Porquê que me deixas pensar o que quero. E não me respondes!
- Porque o teu pensamento é livre, e eu só assim sou livre em ti.
- Porque o teu pensamento é livre, e eu só assim sou livre em ti.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
...
Esse inabalável desejo de sermos nós em nós mesmos, sendo o que somos, num momento ou reencontro, é um instante, um suspiro, que damos e não encontra-mos? O que nos diz o sopro que se aconchega ao corpo, nesta noite em que o frio fica sozinho? Meu, minha, nossa, tua, flor que me caminha.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
11 de Setembro
.
Outra vez advertindo
Trago aqui o sinal de uma emergência,
Toco o alarme ao povo vencedor.
É preciso juntar força e consciência,
o Chile é uma batalha de existência
- batalha da honra e do amor
Pablo Neruda
Outra vez advertindo
Trago aqui o sinal de uma emergência,
Toco o alarme ao povo vencedor.
É preciso juntar força e consciência,
o Chile é uma batalha de existência
- batalha da honra e do amor
Pablo Neruda
1973,Chile
terça-feira, 9 de setembro de 2008
LavrA(r)
Hoje, apetece-me aquele cheiro.
O cheiro a corpo,
Aquele do corpo a corpo,
A pele amarrotada.
Hoje, apetece-me aquele cheiro,
Que é princípio e fim em mim.
O cheiro a corpo,
Aquele do corpo a corpo,
A pele amarrotada.
Hoje, apetece-me aquele cheiro,
Que é princípio e fim em mim.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
(a)...(R)
Trago-a no lábio, esta palavra
Que me tenta.
- Pára e escuta o traço
Que ela delimita.
Para lá da pulsação,
É ventre, é pé, é curva
Num movimento para dentro,
Adentro, é desassossego em mim preso.
Que me tenta.
- Pára e escuta o traço
Que ela delimita.
Para lá da pulsação,
É ventre, é pé, é curva
Num movimento para dentro,
Adentro, é desassossego em mim preso.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Caminho
Conhecendo como te conheço,
Vou-me desconhecendo. Partindo daqui,
Onde me encontro, ai?
Dentro ou sob a pele, pressinto-te
No sussurro que digo ao corpo,
Que trago comigo.
Vou-me desconhecendo. Partindo daqui,
Onde me encontro, ai?
Dentro ou sob a pele, pressinto-te
No sussurro que digo ao corpo,
Que trago comigo.
domingo, 24 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
É!
O que sou? Eu, assim sem ti por dentro, aqui dentro de mim. O que sou? Serei eu, já fui, agora o que sou eu, sem ti? Espaço desocupado, lado sem meu outro lado, parte do inteiro por ti conquistado. O que sou eu, agora? Entre a tranquila paz e a tempestade do verbo passado. O que sou eu? Ou tu em mim, és!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
clara Lágrima
Ao largo do lábio
Rasgado, o sorriso
Desvanece em lágrima,
Tomada como água, é líquido
Incolor ao tacto.
Um outro cheiro, o mesmo amor.
Rasgado, o sorriso
Desvanece em lágrima,
Tomada como água, é líquido
Incolor ao tacto.
Um outro cheiro, o mesmo amor.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
XIV
Tenho o nome de uma flor
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei.
Eugénio de Andrade
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei.
Eugénio de Andrade
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Define-te
Definir-me, define-me a curva do pé ao joelho e dai ao centro. É ombro, é peito, pescoço, lábio com sabor a sujeito! Entre o verbo passado ao imperfeito, sou recta no sonho do homem vermelho. Definindo-me, sou eu e pouco mais.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Escuto
Escuto mas não sei
Se o que oiço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
Sophia de Mello Breyner Andresen
Se o que oiço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Vermelhas...
sexta-feira, 25 de julho de 2008
E de súbito
Acentuo a noite, num tom mais escuro,
Sossegando o gesto num sopro de orelha.
Face minha em lua cheia, movesse o lábio
Numa chama que incendeia
Na palma da mão, às duas e meia.
Sossegando o gesto num sopro de orelha.
Face minha em lua cheia, movesse o lábio
Numa chama que incendeia
Na palma da mão, às duas e meia.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
“Caixinha de Surpresas”
A vida, a vida é? Como muitas pessoas gostam de dizer uma “caixinha de surpresas”, com bolinhas cor-de-rosa, pintada nas cores que cada um, na sua imaginação infantil, assume como sua. É o sentir, o viver respirando o amor, o afecto peito com peito, o perder e ficar surpreendido com a reconstrução que acontece sem sabermos como. Um amanhã perdido, num hoje nunca completo, porque o perfeito é um imperfeito presente na natureza de sermos apenas, eu e «tu»! Ela é, como queremos que seja, ou será como nos faz, vivenciando cada instante, (pausadas e apressadas passadas), ela é o esplendor de sol numa pincelada de azul, aguarela despida na ausência em nós.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
dI(n)stante
Aquele dito momento, é difícil de encontrar.
Chega num ritmo, rebuscado?
Ou vem em simples movimento linear.
Soprado numa pausa, entre o fim de um recomeço
De um som, tocado? Ou num entrechocar
(enchesse de ar).
- Então tudo poderá ser! Disse o sonho ao acordar.
Chega num ritmo, rebuscado?
Ou vem em simples movimento linear.
Soprado numa pausa, entre o fim de um recomeço
De um som, tocado? Ou num entrechocar
(enchesse de ar).
- Então tudo poderá ser! Disse o sonho ao acordar.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Rabiscos
«Existe a consciência social, que poderá fomentar uma consciência política. Mas, é quando existe uma ideologia política, que colocamos um pé à frente do outro, e caminhamos na direcção por nós traçada»
Rabiscos que me saiam, durante a assembleia.
sábado, 21 de junho de 2008
A hora que passou
As horas confundem-se, prolongando o meu cansaço. Ora, estou sentado ou correndo atrás. Pausadamente levanto o lençol, e deito-me. Acordo, mas não me sei! E num instante as horas sossegam e, desperto-me em mim.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Eu respondo
Se me perguntares:
- Porque me lês?
- Pela razão, de me querer sentar ao teu lado, e sonhar com o que li. Eu vi!
Mas, não estando tu satisfeita.
- Porquê eu, uma aprendiz de escritora?
- Por serem esses, os teus fortes «braços» que me embalam, (a)(pa)lavrando-me.
- Porque me lês?
- Pela razão, de me querer sentar ao teu lado, e sonhar com o que li. Eu vi!
Mas, não estando tu satisfeita.
- Porquê eu, uma aprendiz de escritora?
- Por serem esses, os teus fortes «braços» que me embalam, (a)(pa)lavrando-me.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
23h36
No final, bem no final, olhaste-me com esses olhos, e disseste:
- O que levas daqui? Mas olha-me nos olhos!
- O que aprendi? O que falhei? O que deixei? Dei o que sabia, e da melhor forma que sei. Levo o que cresci.
Mas, já me rebolavam as lágrimas.
- O que levas daqui? Mas olha-me nos olhos!
- O que aprendi? O que falhei? O que deixei? Dei o que sabia, e da melhor forma que sei. Levo o que cresci.
Mas, já me rebolavam as lágrimas.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Recentemente
perguntaram-me, como é que te defines?
- Comunista, o resto deriva de o ser.
- E consegues separar isso do resto?
- Então já não estamos a falar de mim.
- Comunista, o resto deriva de o ser.
- E consegues separar isso do resto?
- Então já não estamos a falar de mim.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
O começo
Foi ontem que cruzei aquela porta de ferro amarela. Já fez um ano, que aqui cheguei sem nada esperar, sem nada trazer, era eu e a minha pasta castanha. Presentes, eram estes, os “mesmos”, juntando-lhes os “novos”, que agora são outros. Se à coisa que sabia na altura, é o que sei hoje, sou-me apenas eu, nada mais, nada menos.
Tinha aceite este compromisso um mês antes, apalavrado em mesa redonda, entre dois cigarros, selado a aperto de mão e com as seguintes palavras “Vamos carregar-te como um burro”.
Estava farto de estar parado, fazia um ano que estava sem actividade e isso incomodava-me. Não sabia o que me esperava, também não perguntei, não era o que ia fazer que me movia, era o fazer.
Tinha aceite este compromisso um mês antes, apalavrado em mesa redonda, entre dois cigarros, selado a aperto de mão e com as seguintes palavras “Vamos carregar-te como um burro”.
Estava farto de estar parado, fazia um ano que estava sem actividade e isso incomodava-me. Não sabia o que me esperava, também não perguntei, não era o que ia fazer que me movia, era o fazer.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Paixão
Prendia-me nos seus braços, quando senti os seus lábios na minha orelha, dizendo ”Apaixonei-me novamente por ti”. Não respondi, não me voltei, senti-a somente.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Uma qualquer manhã
Estico o braço para encontrar, aproximo o corpo, meu peito e as tuas costas. Tacteio e tacteio, o umbigo é que NÃO!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
10h30
Entrei a fumar, ultimamente ando sempre com o cigarro atrás. Sentei-me, e ela passou-me o cinzeiro. Estávamos, sós.
Sabia ao que vinha, já esperava esta conversa desde quarta-feira. Poderei dizer, que não era bem uma conversa, era mais o culminar de uma longa discussão interna, sobre as novas tarefas que cada um iria ter nos próximos tempos. Estava ansioso por aquilo que me iria ser comunicado.
Pragal!
Fiquei atónico, não soube reagir. Perdi-me no resto das palavras, nesse momento apertou-se-me o peito. Pensava que estava preparado para dar como terminado o meu trabalho na frente que agarrava, mas nunca estive. Tornou-se demasiado real a mudança por mim proposta.
Sai, e à medida que ia descendo, dois sentimentos iam lutando neste corpo. Puxei de outro cigarro, desci até à entrada, prestei atenção às fotografias da última iniciativa e despedi-me.
Amanhã será um novo recomeço.
Sabia ao que vinha, já esperava esta conversa desde quarta-feira. Poderei dizer, que não era bem uma conversa, era mais o culminar de uma longa discussão interna, sobre as novas tarefas que cada um iria ter nos próximos tempos. Estava ansioso por aquilo que me iria ser comunicado.
Pragal!
Fiquei atónico, não soube reagir. Perdi-me no resto das palavras, nesse momento apertou-se-me o peito. Pensava que estava preparado para dar como terminado o meu trabalho na frente que agarrava, mas nunca estive. Tornou-se demasiado real a mudança por mim proposta.
Sai, e à medida que ia descendo, dois sentimentos iam lutando neste corpo. Puxei de outro cigarro, desci até à entrada, prestei atenção às fotografias da última iniciativa e despedi-me.
Amanhã será um novo recomeço.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
